Verónica Castro em post de divulgação para a novela. (Reprodução: Televisa)
Em 5 de abril de 1982 debutava no Brasil a novela "Os Ricos Também Choram", produzida e exibida no México entre 1979 e 1980. A trama original de Inês Rodena, que foi adaptada por Valeria Philips, María Zarattini e Carlos Romero e dirigida por Rafael Banquells e teve produção de Valentín Pimstein, protagonizada por Verónica Castro e Rogelio Guerra e antagonizada por Rocío Banquells, foi a primeira novela mexicana exibida no SBT. A novela era exibida logo após Destino, a primeira novela produzida pelo SBT, que por sua vez era remake de mesmo nome.
A aquisição de novelas mexicanas foi uma sacada de gênio de Silvio Santos, pois naquele tempo, assim como agora a Globo dominava o ramo e conseguia audiências absurdas com o gênero. Como se não bastasse, a Band ingressava também nas produções e poderia ser uma nova ameaça. Então, Senor (nome verdadeiro do dono do Baú), foi lá e resolveu apostar nos dramalhões mexicanos. Mas curiosamente, as tramas chamaram a atenção de Silvio bem antes de o SBT abrir suas portas e programação na TV. O patriarca dos Abravanel tanto via potencial nelas que já vinha negociando a compra de um lote de títulos para exibir em seu canal, na época chamado TVS.
O enredo contava a história de Mariana Villarica (Verónica Castro) que foi criada num rancho e cresceu como uma selvagem. Após perder o pai, a mesma decide ir para capital, e num jogo do destino acaba por conhecer Alberto Santesteban (Augusto Bebedico). Mesmo contra a vontade de sua mulher, o bondoso senhor a leva para sua mansão e se encarrega de educá-la e lhe ensinar a ter bons modos. Mas, ela não contava que cruzaria com Luis Alberto (Rogelio Guerra), filho do senhor Alberto. O jovem problemático, irresponsável e caprichoso, considero assim pelo próprio pai, por capricho se propõe a conquistar Mariana, porém, o que ele não contava era que seria ele quem cairia em sua própria rede e terminaria se apaixonando por ela. Mas tudo se complica quando ele se entrega de vez e reconhece sua paixão mesmo estando comprometido em noivado com Esther (Rocio Branquells), sua prima., tal trama rodava o mundo e na altura em que Silvio havia adquirido, ela já era fenômeno em várias partes do mundo, alcançando todas as classes (de A a D) sem distinção e logicamente isso foi um fator crucial para despertar o interesse do fundador do SBT. Afinal, que tramas eram aquelas que rodavam o mundo, eram tão bem vistas, sucesso de repercussão e atraía todos os público?
E no Brasil, qual o tamanho da força desta novela? Bem, a trama que foi exibida de 5 de abril de 1982 à 21 de janeiro de 1983, com 249 capítulos, detém o posto de novela de maior audiência do SBT, com 19,67 pontos de média. Seu recorde de audiência foi de 28 pontos e sua menor audiência foi de 7,0 pontos atingida uma única vez e foi em sua primeira semana. Posteriormente, a única trama que chegou perto de alcançar sua audiência foi o fenômeno A Usurpadora, protagonizada por Gabriela Spanic, exibida de 22 de junho a 9 de novembro de 1999, em 120 capítulos a trama conquistou 19,22 de média geral, tendo 10 como meta.
O sucesso de 'Los Ricos También Lloran' foi tão grande que o SBT resolveu produzir sua própria versão. Em 2005 a emissora chamou Gustavo Reis para escrever o remake brasileiro, protagonizada por Thais Fersoza e Márcio Kieling. Porém, a trama não conseguiu se destacar como a versão com Verónica Castro.
Los Ricos También Lloran também deu origem a uma das novelas mais queridas e amadas pelo Brasil e o mundo todo: Maria do Bairro. Eternizada por Thalia, a versão é a mais conhecida, amada e famosa mundialmente.
Curiosamente a novela está tendo uma versão neste momento no México, com o mesmo título do clássico, com assinatura de Leonardo Padrón e produção de Carlos Bardasano, com Cláudia Martin e Sebastián Rulli vivendo os papéis principais, sendo Mariana Villareal e Luis Alberto Salvatierra respectivamente.
Ao longo dos anos o SBT foi expandindo seu leque de novelas mexicanas e trazendo cada vez mais títulos que ficaram imortalizados em nossos corações e memória afetiva. A Usurpadora, a trilogia das Marias (Maria Mercedes, Maria do Bairro e Marimar), Chispita (protagonizada por Lucero ainda pequena), o fenômeno teen Rebelde, A Feia Mais Bela, A Madrastra, Coração Indomável, A Dona e muitos outros títulos títulos que temos muito para falar: curiosidades, colunas e muitos mais e traremos nas próximas matérias este mês. Fique ligado! Até a próxima!
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