Quebramos 5 argumentos rasos e inverdades propagadas sobre 'A Usurpadora, A Série'. Confira!



 "Uma boa filha à casa torna! Nos 40 anos do SBT, é você quem ganha o presente. Vem aí 'A Usurpadora, a série'", assim diz a chamada veiculada via Twitter no perfil oficial de novelas do canal e na TV desde 16 de setembro. Mas o que esperar desta versão? 


Desde que começaram a ir ao ar, as chamadas despertaram um grande alvoroço nas redes sociais e dividiram dois times: os verdadeiros fãs de mexicanas que ficaram felizes com a nova faixa, que tanto pediam a emissora e desejavam há anos no horário noturno e, do outro lado, haters e pessoas que deixaram de ver novela mexicanas no SBT entre as décadas de 90 e 2000, inconformados com o novo remake. Dos fãs já sabemos o objetivo e os vemos divulgando e fazendo o que podem nas redes sociais para atrair mais público, enquanto os haters soltam inverdades e atacam aspectos da produção e elenco que sequer conhecem ou procuraram se aprofundar pesquisando a cerca. Pensando nisso, separei e resolvi quebrar as 5 maiores inverdades e argumentos rasos, que andam destilando por aí, sobre esta nova versão:


1. "MAIS UMA CÓPIA!" 



Algumas pessoas viram a chamada no ar e simplesmente já começaram a soltar frases como: "Nossa, lá vem mais um copia e cola", "A Televisa vive de cópias?", "Lá vem uma xerox mal feita de A Usurpadora". A questão é, quantos foram pesquisar e buscar confirmar o que falavam? Evitaria muita desinformação e ajudaria bastante na veracidade de conteúdo que espalham pelas redes. 


Carmen Armendariz resolveu ousar, confiar em seus autores e produzir uma versão com ares modernos, próximos do cotidiano do público e usando um dos elementos principais e necessários de nossa sociedade: a política. Esse é o pano de fundo da série. E no foco central, que são as irmãs gêmeas, temos aqui uma Paola perigosa, astuta e ambiciosa e uma Paulina empoderada, firme, forte e que vai crescendo e se tornando cada vez maior no decorrer da produção.


Quando Paola manda Paulina para seu lugar, seu objetivo é matá-la para que todos pensem que ela está morta e assim possa usufruir sua vida em paz, com seu amante. Mas será que vai dar certo? 

Um texto muito diferente da versão de 98, pra ser considerado “copia e cola”!


2. "ESSA ATRIZ AÍ JAMAIS INTERPRETARÁ UMA PAULINA DECENTE E NEM TEM BELEZA E SENSUALIDADE PARA SER UMA PAOLA BRACHO!"


Sandra Echeverria como a Paola Bernal e Paulina Miranda em 'A Usurpadora, A Série' (2019). (FOTO/REPRODUÇÃO: Televisa S. A) 


A própria Gaby Spanic disse que Echeverría é muito talentosa e lindíssima e que arrasaria, pois a conhece como profissional e pessoa. Preciso falar mais alguma coisa? 


Se nem os perfis de Paola e Paulina desta remasterização são uma cópia fiel de nenhuma das gêmeas de 1998, por que a atuação teria que ser? Nossas icônicas e memoráveis protagonistas dos clássicos não são comparáveis e muito menos copiáveis, e tampouco esse é o objetivo desse reboot. 

Sandra Echeverría imprimiu seu talento, deu um espetáculo de atuação e finalizou a trama deixando boquiaberto a todos os que criticaram sua escalação e duvidaram de seu talento. E muito provavelmente isso acontecerá aqui também, se deixarem o preconceito de fora e assistirem de coração aberto, lógico. 


E quanto a beleza, como assim a atriz não possui? Sandra Echeverría é lindíssima, é uma mulher exuberante. É sensual, tem um olhar marcante e é uma beldade. Mas o que se entende por beleza na sociedade atual? Nunca nada estará bom para todos. Sempre haverá críticas, seja em relação às características físicas, personalidade, estilo. Infelizmente o que não é o padrão vira alvo. Mas sabemos bem que quando se critica a beleza da atriz, não é sobre a atriz. Muitos se revoltaram com a transmissão da série e vieram destilar e desviar o foco nos ataques à profissional, mas sabe o que é mais engraçado? Essas pessoas nunca foram vistas pelos fandoms, nem comentando em tags das novelas e muito menos citando as atuais. Em resumo, estão presas à clássicos, não acompanham a evolução da Televisa e atacam o que é novo. Ou seja, claramente são pessoas presas nas versões clássicas e que pararam de ver novelas mexicanas no SBT entre as décadas de 90 e 2000. 


3. "PREFIRO A VERSÃO ORIGINAL (se referindo a versão de 1998)".


Sem dúvidas a versão de 1998 é a de maior sucesso, a mais famosa internacionalmente, a mais comentada e a que mais amamos. Além de ter sido marcada pela icônica atuação de Gaby Spanic, ela se torna inesquecível pelo seu conjunto da obra e as emoções que nos despertam. Mas você sabia que ela não foi a primeira? Pois é, apesar de ter sido a mais memorável e querida, a trama de 98 é a quarta releitura (para televisão) desta história. Em 1971 a RCTV produziu "La Usurpadora" na Venezuela, baseada na radionovela homônima de Inés Rodena, com Marina Baura como as irmãs. No ano de 1981 a Televisa fez sua primeira versão chamada "El Hogar Que Yo Robé" protagonizada e antagonizada por Angélica María. Posteriormente, em 1986 a RCTV resolveu fazer outra versão, dessa vez com o título "La Intrusa" tendo Mariela Alcalá em duplo papel. E só então, em 1998, veio a icônica refilmagem com Gaby Spanic marcando o mundo com sua excelente atuação com dois papéis inesquecíveis. 


Marina Baura e Raul Amundaray em divulgação da RCTV para La Usurpadora 1971.

Angélica María como Victoria e Andrea em 'El Hogar Que Yo Robé' (1981) da Televisa. 

María Alcalá como Estrella e Virgínia em 'La Intrusa' (1986) segunda versão da RCTV. 



4. "19 MINUTOS DO ESPECIAL DO SBT E ACHEI ESSA VERSÃO PÉSSIMA E CORRIDA!" 


Sandra Echeverria como Paola Bernal, Edição Especial exibida pelo SBT. (Foto/Reprodução: SBT S.A)


Julgar 19 minutos de uma edição especial, não é o caminho. De 45 minutos, o SBT cortou 26. O intuito era apenas atrair o público, para lhes situar que trata-se de uma nova produção, com um enredo totalmente distinto do já conhecido e desta forma deter sua atenção. E realmente cumpriu o prometido. Mas, a edição especial deixou de exibir muita coisa e deixou uma parte, para, então, ser exibida apenas na estreia. Por isso o nome "edição especial", compreendem? Então, não dá para criticar sendo que a trama ainda nem começou realmente. O correto seria dar uma chance, assistir por uma semana e, após isso, decidir se realmente vale ou não a pena acompanhar. 


5. "MUDARAM MUITA COISA, NÃO TEM NADA DE A USURPADORA AÍ."


A trama usa a política como pano de fundo principal. Andrés Palacios ao lado de Sandra Echeverría, Carlos Bernal e Paulina Miranda respectivamente. (FOTO/REPRODUÇÃO: TELEVISA S.A)



Paola quer a morte de Paulina à todo custo e para isso não medirá esforço. Sandra Echeverría vive as protagonistas. (FOTO/REPRODUÇÃO: SBT S.A)


Essa é uma meia verdade. Apesar das alterações, foi sim conservado a espinha dorsal de A Usurpadora (1998). O foco nas gêmeas é o mesmo, e assim como Paola só queria se divertir, essa aqui também não foge totalmente do perfil. Apesar de que, ela se mostra humana também e em muitos momentos mostra que só queria se sentir amada. Enquanto Paulina, assim como a de Spanic, também luta para salvar a família a qual é imergida contra sua vontade e luta com todas as suas forças para que eles não se afundem. Ela fará de tudo para salvar o governo de Carlos Bernal, sua sobrinha Lizette e seu enteado Emilio (o Carlinhos desta versão). 


É uma trama densa, ágil e muito bem construída, possui abordagens extremamente necessárias e atuais como drogas, alcoolismo, Alzheimer, perigos da internet e muitas outras. Repleta de excelentes atuações do início ao fim e com um enredo marcante. Aliás, vocês têm muito a se surpreender. Assistam, desfrutem e apreciem, é uma nova faixa e se for sucesso o próprio diretor já confirmou que outras obras vão dar a cara no horário. Não seria ótimo?


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